domingo, 18 de novembro de 2007

não consigo concordar com o meu professor do curso de estruturas que diz que o pavilhão do anhembi é mais leve que o MASP tanto estrutural quanto visualmente. eu entendo que o sistema de treliças espaciais permite à cobertura vencer vãos muito maiores com barras esbeltas. mas não é só pela esbeltez de elementos isolados que se define leveza visual ao espaço arquitetônico. aquele emaranhado de barras que compõe as treliças me incomodam demais e são poucos os casos felizes no uso das mesmas na minha opinião. já no MASP, é fato que os pórticos de concreto por serem só dois exigem um dimensionamento nada esbelto para suportar a caixa pendurada e portanto é justo apontar o peso de cada elemento, se analisados isoladamente. Porém a economia de elementos estruturais confere, sim, leveza visual ao conjunto. A delicadeza do MASP está justamente na análise do seu conjunto, o que não acontece no emaranhado das treliças do anhembi. fora que aquele vão livre tem um porquê consciente de praça, de espaço coletivo sob a sombra do museu. é espaço privado protegendo e convidando o público. há algo de singelo naquele vão enorme, que só a economia de elementos estruturais pode conferir. treliças não caberiam jamais nesse discurso, que se se utilizasse delas se tornaria prolixo. na minha opinião menos ainda é mais, mesmo que se precise de mais para fazer menos!





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